A LUTA DAS MULHERES NEGRAS PELA SOBREVIVÊNCIA E AS BARREIRAS CRIADAS EM TEMPOS DE CRISES SANITÁRIAS NO BRASIL

  • Juliana Bianchini Centro Universitário Vale do Iguaçu (UNIGUAÇU)
  • DAYANE CRISTINA NARCISO
  • Gabriela Cristina Covalchuk Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Palavras-chave: Mulheres negras. Feminismo. Colonialismo. Crise sanitária. Direitos Fundamentais

Resumo

O estudo discute a intensificação da violação da vida da mulher negra, especialmente durante crises sanitárias, como a tríplice epidemia (Zika, Dengue e Chikungunya), e a pandemia do Covid-19, evidenciando que a estrutura colonialista presente na sociedade brasileira as coloca em condição precária, dificultando a efetivação de direitos fundamentais. Para tanto, abordou-se a manutenção da lógica de desvalorização das vidas negras, em razão da herança escravista do Brasil, passando à análise das violações do direito à saúde durante a tríplice epidemia, bem como a manutenção da lógica de hipervulnerabilidade das negras no cenário da pandemia de Covid-19. Por fim, indica a falta de atuação e responsabilização do Estado em relação às negras, especialmente em momentos de crises sanitárias, considerando os deveres impostos pela Constituição Republicana de 1988. O trabalho foi produzido utilizando método indutivo, contemplando revisão bibliográfica.

Biografia do Autor

Juliana Bianchini, Centro Universitário Vale do Iguaçu (UNIGUAÇU)

Mestra em Direitos Fundamentais e Democracia pelo Centro Universitário Autônomo do Brasil (UNIBRASIL). Especialista em Teoria Crítica dos Direitos Humanos pela Univesidad Pablo de Olavide (UPO). Bacharela em Direito pelo Centro Universitário Vale do Iguaçu (UNIGUAÇU). Professora do Curso de Direito do Centro Universitário Vale do Iguaçu (UNIGUAÇU), onde também Coordena o Grupo de Pesquisa e Extensão em Feminismos e Teorias de Gênero. Assessora Jurídica no Ministério Público do Estado do Paraná.

DAYANE CRISTINA NARCISO

Acadêmica do 2º período do curso de Direito no Centro Universitário Vale do Iguaçu (UNIGUAÇU). Integrante do Grupo de Pesquisa e Extensão em Feminismos e Teorias de Gênero (UNIGUAÇU).

Gabriela Cristina Covalchuk, Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)

Mestranda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Especialista em Teoria Crítica dos Direitos Humanos pela Univesidad Pablo de Olavide (UPO). Bacharela em Direito pelo Centro Universitário Vale do Iguaçu (UNIGUAÇU). Integrante do Grupo de Pesquisa e Extensão em Feminismos e Teorias de Gênero (UNIGUAÇU). Advogada.

Publicado
2021-11-24
Seção
Artigos