O DESENVOLVIMENTO DA IDENTIDADE NA TEORIA DE CIAMPA COM AS MULHERES DO CRAS DA CIDADE DE UNIÃO DA VITÓRIA – PR

  • Maria Eduarda Cecchin Centro Universitário do Vale do Iguaçu - Uniguaçu
  • Amália Beatriz Dias Mascarenhas
Palavras-chave: IDENTIDADE, REPRESENTAÇÕES SOCIAIS, METAMORFOSE

Resumo

O presente artigo é resultado de um trabalho de intervenção realizado no CRAS da cidade de União da Vitória – PR, mais especificamente em um grupo de convivência composto por mulheres em situação de vulnerabilidade social. Seu objetivo foi a aplicação de uma atividade que pudesse ajudar a construir e solidificar a identidade das participantes. Levando em consideração a teoria das Representações Sociais de Moscovici, qual conceitua estas como o senso comum na visão da sociedade e a teoria da Identidade por Ciampa definida como metamorfose por estar em constante mudança em busca da emancipação, foi construída e realizada a atividade denominada “quem sou eu?”. Esta foi dividida em três momentos, onde no primeiro as mulheres deveriam falar quem elas eram, então, no segundo momento os nomes foram sorteados e elas falaram sobre aquela mulher que pegaram no papel e, por fim, se reapresentaram, falando uma qualidade e um sonho pessoal. A intervenção foi proveitosa, dando a possibilidade de trabalhar a identidade de cada uma do grupo, podendo resgatar a identidade que poderia estar esquecida ou apagada, já que na primeira apresentação falaram apenas sua idade, seu trabalho e questões familiares, já na reapresentação foi notório o aumento do número de mulheres que falaram um elogio para si mesma, assim como comentaram sobre um sonho pessoal. Dessa maneira, a intervenção pode dar assistência para a metamorfose de Ciampa, auxiliando no processo de emancipação, pois fez as mulheres refletirem sobre quem elas realmente são, não se limitando a questões como trabalho e família, mas expandindo suas ideias de identidade.

Publicado
2020-08-16