LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA: RELATO DE CASO

  • Raphael de Oliveira Mendonça Uniguaçu
  • Elisa Stolz
  • Mauro Virgílio Barzotto

Resumo

A Leishmaniose Visceral Canina é considerada uma das principais zoonoses em nosso país e acomete espécies de mamíferos domésticos e silvestres, inclusive o homem. O principal reservatório da forma visceral é o cão, que pela proximidade com o ser humano coloca em risco a saúde da população tanto humana quanto canina que moram em áreas de circulação do protozoário. A transmissão ocorre normalmente pela picada dos flebotomíneos (Lutzomyia longipalpis) conhecido popularmente como o “mosquito palha” infectado com o protozoário. Pode ser manifestada com um amplo espectro de apresentações e em diferentes níveis de gravidade, não havendo sinais específicos ou patognomônicos da enfermidade. Em relação às alterações laboratoriais também são consideradas inespecíficas, e podem estar relacionadas à problemas secundários ocasionados pela própria doença e/ou por comorbidades presentes. É realizado o estadiamento clínico da doença, sendo divididos em estágios clínicos que vão do I ao IV, em nosso país é seguido a distribuição por classes baseada no tipo e intensidade das alterações clínicas e laboratoriais segundo a classificação proposta pelo grupo LeishVet. Não há nenhum diagnóstico considerado 100% sensível e específico, cada um deles possui vantagens e desvantagens, sendo assim indicados dependendo dos aspectos clínicos e laboratoriais de cada paciente. O  tratamento era ilegal até 2013, sendo assim necessário realizar a eutanásia dos animais, porém ocorreu a autorização do tratamento pelo Tribunal Regional Federal  da  3ª Região  em  todo o país,  desde  que  não  se  utilizassem  medicamentos  para  o tratamento  da  leishmaniose  humana, porém  o tratamento  não  elimina  totalmente  a  carga parasitária  dos  animais,  e  trata-se  de  uma  zoonose.

Publicado
2020-09-24