A INFLUÊNCIA DA PÓS-MODERNIDADE NO ESPAÇO: ARQUITETURA LÍQUIDA

  • bruna maidel Uniguaçu
  • Samira Mussi Uniguaçu
Palavras-chave: Modernidade Líquida; Arquitetura Líquida; Arquitetura; Japão; Contemporaneidade; Zygmunt Bauman.

Resumo

O estudo da arquitetura líquida como fenômeno característico da época contemporânea, reside na busca da supressão da distância que existe entre o espaço habitado pelo homem e a casa projetada pelo arquiteto. A arquitetura líquida remete sua definição à transformação constante e dinâmica do espaço, que em uma condição instável como a dos líquidos, é capaz de absorver as necessidades do ser. Durante as últimas décadas do século XX e o início do século XXI se instala na concepção de uma sociedade diversa, múltipla, complexa e, por tanto, inalcançável em uma só ideia de habitar. Dentro dessa busca, o sociólogo Zigmunt Bauman a classificou como “sociedade líquida”. Nela o indivíduo alcançou sua máxima singularidade e as instituições sólidas criadas durante a Modernidade tiveram a necessidade de flexibilizar, para obter uma maior extensão no mercado. Dentro desse contexto, a arquitetura, como expressão fiel da sociedade, encontrou nesse processo de quebra ou liquefação dos sólidos modernos. Por isso, os espaços contemporâneos possuem uma maleabilidade a que Luís Arenas e Ignasi de Solá-Morales qualificaram como liquidez, em resposta a sociedade que representam e sua variabilidade no tempo. A investigação apresentada se foca na localização dos espaços líquidos nas obras dessas características ao redor do mundo. Estas estruturas estão cheias de ideias renovadoras da tradição oriental, que compartilha pequenos espaços em grandes cidades, e onde se extraíram, projetos que se aproximam da definição do espaço desde a perspectiva líquida.

Publicado
2020-12-14