Diagnóstico laboratorial do hipotireoidismo congênito

uma revisão

  • Julia Lazzarotto
  • Alessandra Ribas
  • Lidiane Aparecida Fernandes Centro Universitário Vale do Iguaçu
Palavras-chave: Hipotireoidismo Congênito. Triagem Neonatal. Diagnóstico Laboratorial. Fisiopatologia.

Resumo

O Hipotireoidismo Congênito (HC) é um dos distúrbios endócrinos mais frequentes, o qual afeta um grande número de nascidos vivos. É uma patologia definida pela diminuição ou produção insuficiente dos níveis séricos dos hormônios tireoidianos, em virtude de malformação da glândula tireoide ou mudanças na síntese hormonal. As principais causas de alterações na produção de hormônios tireoidianos no Brasil estão relacionadas com as disgenesias tireoidianas. O quadro clínico é muitas vezes sutil e assintomático até o terceiro mês de vida, mesmo já ocorrendo sucessivos danos cerebrais. A triagem neonatal é indispensável na detecção precoce de patologias congênitas mesmo na ausência de sintomas. O objetivo do trabalho é enfatizar o diagnóstico laboratorial do Hipotireoidismo Congênito, através de uma revisão bibliográfica, buscando estudos publicados de 2009 a 2019 em periódicos disponíveis nas bases Scielo e Google Acadêmico. O diagnóstico laboratorial de HC é realizado por meio da coleta de sangue total em papel-filtro para dosagem de TSH e a confirmação se dá pela dosagem de TSH, T4 total e livre no sangue total. O tratamento deve ser efetuado com a reposição de levotiroxina (T4). Desta maneira, assim que diagnosticado esta patologia, o tratamento deve ser realizado conforme a prescrição médica de acordo com a etiologia da enfermidade e supervisionar o quadro do recém-nascido com exames clínicos e bioquímicos periodicamente.

Publicado
2020-09-24