TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO FOCADO NO FORTALECIMENTO MUSCULAR NA SÍNDROME DO MANGUITO ROTADOR

RELATO DE CASO

  • Nathália Zatorski Uniguaçu
Palavras-chave: Síndrome do manguito rotador. Fisioterapia. Reabilitação funcional.

Resumo

As lesões do complexo do ombro são comuns em todas as populações. Os vários pares de força que atuam para garantir o funcionamento apropriado da articulação escapuloumeral exigem movimentos sincronizados de vários músculos. Qualquer disfunção destas estruturas pode levar à função inapropriada do ombro e, portanto, a situações patológicas. A maior mobilidade observada nesta articulação a torna mais susceptível também a lesões. A lesão dos músculos das articulações do complexo do ombro frequentemente é acompanhada por dor e comprometimento funcional. As lesões do manguito rotador (LMR) são uma fonte significativa de dor e disfunção do ombro, comum em trabalhadores e atletas que têm que realizar movimentos forçados acima da cabeça, como abdução ou flexão e rotação medial. Ocorrem principalmente em pacientes ao redor dos 40-60 anos e podem ser de origem traumática ou degenerativa. A causa da compressão é multifatorial, envolvendo comprometimentos estruturais e mecânicos. A elevada incidência dessa lesão e a grande importância dos aspectos sociais e econômicos, estudos epidemiológicos relacionam o aumento da frequência das lesões com o avançar da idade. A lesão do manguito rotador é comum na prática ortopédica, responsável por cerca de 70% dos quadros de dor no ombro. Sua ruptura completa está relacionada a indivíduos jovens devido a situações traumáticas, enquanto que nos pacientes idosos tem como etiologia a fragilidade tendinosa, com microtraumas repetitivos relacionados à anatomia acromial e pobre vascularização tendínea. A afecção mais frequente causadora de dor durante as atividades cotidianas e tem maior prevalência em mulheres e no lado dominante. A depender do tipo de lesão ocorrida, como em pacientes com sinais de pinçamento subacromial, o tratamento clínico com fisioterapia e mudanças de estilo de vida pode postergar o declínio funcional do manguito rotador.  Foi realizado um estudo de caso referente a uma paciente com síndrome do manguito rotador em ombro direito, que teve como objetivo avaliar e verificar a alteração da sintomatologia da dor dessa paciente, atendida na Clínica Escola de Fisioterapia da Uniguaçu por meio da Escala Visual Analógica da dor realizado no primeiro dia e com descrição do resultado obtido ao final do tratamento. Conclui-se que a fisioterapia foi de grande importância para esse caso na diminuição da dor, funcionalidade, e retorno do paciente nas suas atividades de vida diária, tendo em vista a comparação dos resultados antes e depois da reabilitação fisioterapêutica.

Publicado
2020-12-14