AVALIAÇÃO DA INCIDÊNCIA DO USO DE CONTRACEPTIVOS ORAIS DE EMERGÊNCIA EM ACADÊMICAS DOS CURSOS DE SAÚDE DO CENTRO UNIVERSITÁRIO VALE DO IGUAÇU - UNIGUAÇU

  • Elaine Ferreira Centro Universitário Vale do Iguaçu
  • Franciele Blacik Gimny
  • Silvane Kazmierczak
Palavras-chave: Métodos contraceptivos. Anticoncepção Oral de Emergência. Efeitos adversos. Orientação Farmacêutica.

Resumo

Os métodos anticoncepcionais são uma forma de evitar uma gravidez, sendo que os mais conhecidos são os hormonais, de barreira, comportamentais, dispositivos intrauterinos e os métodos cirúrgicos. A anticoncepção oral de emergência (AOE) é um método eficaz que tem ação após a relação sexual, sendo indicada em casos específicos, como falha dos métodos de rotina e em casos de violência sexual, convém lembrar que o uso isolado desse método não é eficaz contra as doenças sexualmente transmissíveis. A pílula do dia seguinte é utilizada para prevenir a gravidez e deve ser administrada no máximo até 72 horas após o ato sexual. É composta por altas dosagens hormonais, e acaba desencadeando diversos efeitos adversos como náuseas, cefaleias, alterações no ciclo menstrual e mastalgia. Os objetivos foram, avaliar a incidência do uso de contraceptivos orais de emergência em acadêmicas matriculadas nos cursos de Farmácia, Enfermagem e Fisioterapia do Centro Universitário Vale do Iguaçu - UNIGUAÇU, analisar a incidência de efeitos adversos causados pela utilização do método, verificar se houve orientação farmacêutica no momento da aquisição e promover educação em saúde às acadêmicas através da disseminação de informações sobre o método por meio das redes sociais. A pesquisa adotada foi caracterizada como descritiva, com abordagem quantitativa e qualitativa. Foi aplicado um questionário com perguntas abertas, fechadas e de múltipla escolha, a 288 acadêmicas participantes. Onde, 88 pertenciam ao curso de Enfermagem, 105 ao curso de Farmácia e 95 do Curso de Fisioterapia, 79% das acadêmicas tem o hábito de utilizar métodos contraceptivos e destas, 58% já relataram fazer uso da AOE. O principal motivo que as levou a realizar o uso da AOE foi a não utilização de preservativos para 45% das entrevistadas. Quando questionadas sobre as principais fontes de informação acerca do método, 35% responderam que foi através de indicação de amigos, 30% relataram ter procurado na internet e 19% receberam indicação na farmácia. Sobre a orientação farmacêutica no momento da compra apenas 28% relataram receber orientações sendo a principal acerca da posologia com 72%. Entre as acadêmicas, 44% relataram sofrer com reações adversas oriundas do uso do método e destas, 46% relataram que sofreram com desregulação do ciclo menstrual. De acordo com os dados obtidos, pode-se entender o risco eminente de adquirir algum tipo de DSTs, pois a principal causa de utilização dos AOE foi a não utilização de preservativos, também constatou a falta de orientação provinda do profissional farmacêutico para sanar as principais dúvidas relacionadas ao método.  Tal fato pode ter influência direta aos possíveis riscos que a AOE traz a saúde da mulher. O profissional farmacêutico tem um papel importante, principalmente quanto ao uso correto do medicamento e assim garantindo o seu sucesso terapêutico.

Publicado
2020-12-14