ASSISTÊNCIA FARMACÊUTICA EM DOENTES RENAIS CRÔNICOS EM TRATAMENTO HEMODIALÍTICO EM UM HOSPITAL EM UNIÃO DA VITÓRIA – PR

  • Elaine Ferreira Centro Universitário Vale do Iguaçu
  • Letícia Barbosa Gonçalves
  • Silvana Harumi Watanabe
Palavras-chave: Doença renal crônica. Assistência farmacêutica. Hemodiálise.

Resumo

A doença renal crônica acomete os rins de forma irreversível, afetando sua função e direcionando o doente a um tratamento para toda sua vida, ou uma transfusão renal. A doença renal crônica é um problema de saúde pública. A qualidade de vida do paciente da hemodiálise é afetada, por isso todos os profissionais da saúde inseridos na equipe da hemodiálise devem realizar um trabalho conjunto buscando otimizar o tratamento hemodialítico. O trabalho farmacêutico nesta equipe é essencial, não apenas na farmacoterapia dos pacientes, mas também atuando nos diversos momentos da terapia, e auxiliando os outros profissionais atuantes para obter êxito. O presente trabalho trata-se de uma análise do perfil dos pacientes que estão em tratamento hemodialítico, diante de questões farmacológicas e não-farmacológicas, realizado por meio de um estudo com ênfase na qualidade de vida e aplicando-se a assistência farmacêutica à estes, promovendo educação em saúde à equipe multidisciplinar. Utilizou-se uma metodologia qualitativa e quantitativa descritiva, aplicando-se um questionário aos pacientes da hemodiálise para realização da pesquisa, e a partir deste, levantando dados importantes para posterior estudo. Dentre estes dados destacam-se alguns, como a prevalência de idosos no grupo amostral, os quais totalizam 60% com mais de 60 anos de idade, além da grande quantidade dos entrevistados relatarem sentir efeitos colaterais após a realização da hemodiálise, com uma porcentagem de 60%, ressaltando também o fato da maioria possuir doenças associadas, como a hipertensão, 46,66%, e a diabetes mellitus, 26,66%, sendo que a porcentagem dos hipertensos que fazem o controle da pressão arterial não é satisfatória, 42,85%. O conhecimento sobre automedicação também foi questionado, e 93,33% dizem ter conhecimento sobre a automedicação e seus riscos, porém uma porcentagem, 13,33%, realiza a automedicação mesmo sabendo de seus riscos, e somente 6,66% busca o profissional farmacêutico quando necessita de medicamentos não prescritos. Em relação ao suporte familiar, 13,33% não possuem auxílio da família, o que pode influenciar negativamente no tratamento. Enfatizando também o fato de a equipe de saúde da hemodiálise não estar ciente sobre todas as medicações que os pacientes administram. A partir destes dados obtidos direcionaram-se as informações às enfermeiras da hemodiálise, demonstrando possíveis ações que possam melhorar a terapêutica dos pacientes. Se tornando desta maneira extremamente importante a atuação de um farmacêutico neste âmbito, prestando assistência farmacêutica e buscando auxiliar nos obstáculos do tratamento, aumentando as chances de eficácia na terapêutica juntamente com os demais profissionais.

Publicado
2020-12-14