AVALIAÇÃO DA INCIDÊNCIA DE AUTOMEDICAÇÃO NA ANTIBIOTICOTERAPIA ENTRE ACADÊMICOS DOS CURSOS DE FARMÁCIA E ENFERMAGEM DO CENTRO UNIVERSITÁRIO VALE DO IGUAÇU – UNIGUAÇU

  • Elaine Ferreira Centro Universitário Vale do Iguaçu
  • Deyse Paôla Novak
Palavras-chave: Antimicrobiano. Uso irracional. Assistência Farmacêutica.

Resumo

Fármacos antimicrobianos são compostos naturais ou sintéticos que são propícios para inibir o crescimento ou causar a morte de bactérias. Os efeitos dos antimicrobianos estão sendo comprometidos pelo rápido escalonamento das resistências bacterianas, sendo considerado um grande problema. O foco desse problema é o uso irracional de antimicrobianos associado a automedicação. Automedicação é o uso de medicamentos sem nenhuma intervenção médica ou por outro profissional habilitado, nem no diagnóstico, nem na prescrição e nem no acompanhamento do tratamento. O propósito do estudo foi realizar uma abordagem em relação à antibioticoterapia adotada por acadêmicos dos cursos de Farmácia e Enfermagem, verificando possíveis casos de automedicação e descuidos que podem estar ocorrendo, podendo prejudicar a qualidade de vida dos mesmos. Sendo que a automedicação entre os alunos da área da saúde pode se tornar maior pelo fato de apresentarem conhecimentos sobre os medicamentos. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi realizado através de um questionário referente à automedicação, aplicado aos acadêmicos. Através dos questionários foi possível obter 178 participações, e através do estudo observou-se que 33% dos acadêmicos utilizam antimicrobianos sem uma prescrição médica e 18% as vezes utilizam, havendo também 36,5% de indicação de antimicrobianos para pessoas próximas e conhecidas. Apenas 11,8% dos acadêmicos realizam Teste de Sensibilidade a Antimicrobianos quando se faz necessário o uso destes fármacos. Os acadêmicos foram questionados em relação ao conhecimento das interações medicamentosas entre os antimicrobianos e outras medicações e seus efeitos adversos, 61,2% tem conhecimento acerca das interações e 64% afirma ter conhecimento a respeito dos efeitos adversos. Dos entrevistados 86% respeitam os horários do tratamento e 55,6% afirmam já terem interrompido o tratamento antes do prazo. Dos 178 acadêmicos entrevistados, 117 relatam que seus conhecimentos acerca da antibioticoterapia são através das disciplinas cursadas e 79 através da experiência profissional, sendo 35% dos acadêmicos de Farmácia e 21% dos acadêmicos de Enfermagem já se encontram em seu âmbito profissional totalizando 56%. Estes resultados destacam a necessidade da conscientização dos próprios acadêmicos, visando reduzir a prevalência das práticas de automedicação inconsciente, favorecendo o uso racional de medicamentos, de modo que tal prática consciente estenda-se para a atuação profissional dos mesmos.

Publicado
2021-06-21